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Palmeiras x Corinthians: começou a final feminina

As capitães se cumprimentam para iniciar a partida. / Staff Images WOMAN.

Ontem (12/09), no Allianz Parque, Palmeiras e Corinthians se enfrentaram no primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. O jogo mostrou que as equipes se estudaram bastante e conseguiram anular as potencialidades da adversária. Com uma exceção: a bola parada corinthiana. Os dois times mandaram a campo o que tinham de melhor em termos de nomes e investiram na forma de jogar que deu certo até então e as levou àquela final.

O Lado Corinthiano

O Corinthians veio a campo defendendo no seu já famoso 4-4-2, com Tamires e Gabi Portilho recompondo a primeira linha junto com Zanotti e Indryd.

E atacava com um 4-4-2, que variava para um 4-2-2-2, que permite a movimentação pela esquerda de Tamires para atacar a profundidade e cruzar para um a companheira ou para atacar a área, deixando a lateral aberta para que Yasmim possa aparecer por ali. A movimentação dessas jogadoras dá o tom do ataque do Corinthians.

Já pela direita, a lateral Katiuscia fez uma excelente partida dentro daquilo que é sua função em campo: defender e apoiar a saída de bola. No ataque, aquela área é muito bem povoada por Gabi Portilho e Vic Albuquerque, que se revezavam o posicionamento algumas vezes, mas na maioria dos casos, Vic ia a área, enquanto Gabi criava as jogadas pela lateral do campo

A estratégia das atuais campeãs brasileiras era atrair a alta e incansável marcação palmeirense e, com passes rápidos entre as defensoras, conseguir encontrar espaço mais à frente para ser atacado com a velocidade de Portilho, Vic Albuquerque e Tamires. E no primeiro tempo, deu certo.

No segundo tempo, a marcação palmeirense foi alterada e encaixou perfeitamente, sufocando a saída com Kati pela direita. E durante um bom tempo as palestrinas foram melhores no jogo justamente por não deixar o Corinthians jogar como gosta e sabe muito bem.

A Pressão palmeirense

O Palmeiras, por sua vez, atacava em um 4-4-2, contando com a movimentação de Chu pela direita e a aproximação de Camilinha pela esquerda, enquanto Ary e Julia Bianchi eram as responsáveis por girar a bola e trabalhá-la para que pudesse chegar à área. Essa estratégia, porém, era muito bem destruída pela marcação cerrada de Ingryd. Sabendo que o Corinthians costuma criar suas jogadas pela esquerda e levar a bola para o corredor central, Bruna Calderan teve suas descidas ao ataque um tanto quanto sacrificadas com o intuito de “guardar posição” em uma área que é atacada por Tamires e Yasmim.

O time palestrino marcava alto, sufocando a adversária. Lá em baixo, marcava seu lado direito com Calderan e Agustina, suas principais forças. Já o lado esquerdo direito, foi muito defendido por Katrine e o apoio de Camilinha. No entanto, um gol foi marcado pelo Corinthians, justamente trabalhando pela esquerda com Tamires e cruzando para que Adriana colocasse pra dentro. Mas, corretamente, o gol foi anulado. E, no primeiro tempo, foi só.

Na volta do intervalo, o treinador palmeirense colocou Maria Alves no jogo. O time teve Chu mais recuada, ajudando no momento defensivo e, quando atacavam, ela tinha toda liberdade do mundo para criar, cruzar ou chegar à área, e contava com a velocidade de Maria para atacar pela direita e ainda sufocar a saída de bola corinthiana. Deu certo nos primeiros minutos de jogo, quando o Palmeiras foi superior no que diz respeito à posse de bola, mas ainda era pouco pra chegar com perigo ao gol adversário.

O Desequilíbrio

O Palmeiras vinha melhor no jogo com as modificações feitas do Ricardo Belli: Julia Bianchi atacava mais enfiada pela direita, Maria Alves fazia uma fumaça lá na frente. Mas era só.

O Corinthians, então, mostrou que o futebol é feito sim, dentre tantas outras coisas, de bola parada. No momento em que estava sendo sufocado em seu campo de defesa, conseguiu escapar e recebeu a falta. Vic Albuquerque jogou a bola na área (numa jogada claramente trabalhada anteriormente) e Gabi Portilho apareceu entre as defensoras palmeirenses para encobrir a goleira Jully, que não teve o que fazer. Esse foi o ponto de mudança na história do jogo.

Staff Images WOMAN

Mérito do Corinthians de ter trabalhado a bola parada; mérito de posicionamento de Gabi Portilho; mas falha da defesa. Ficaram preocupadas em marcar a bola, subir as linhas e deixaram o destaque do Corinthians nessa segunda metade do campeonato sozinha de frente pro gol.

Depois disso, o Palmeiras até tentou algumas jogadas, mas sem sucesso. Brilhou a estrela daquelas que já estão mais que acostumadas à vitória e que encaminham mais um título para a coleção.

No jogo de volta, dia 26/09, na Neo Química Arena, o Palmeiras precisa vencer por um gol de diferença para levar a disputa para os pênaltis. Mas, ontem, o time mostrou que é possível vencer e encontrar o caminho para o tão sonhado título brasileiro.

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