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Clubismo ativado: Calleri de volta ao São Paulo > CR7 de volta ao Manchester UTD  

Ronaldo é monstro, um dos melhores da geração, mas a sina de ficar atrás de um argentino o precede.

Imagem: Uol.com.br

Patrick Levi

 Na última semana em que o mercado de transferências do futebol europeu esteve aberto, muito se falou sobre a surpreendente ida de Cristiano Ronaldo ao Manchester UTD, como o retorno do filho pródigo, mas um bem sucedido longe de casa – na parábola, o filho volta depois de uma série de empecilhos, entretanto o CR7 voltou porque quis, não obrigado pelas circunstâncias. Quem deu toda a atenção a esse acontecimento – de fato relevante, principalmente porque ele ficou a um pé dos rivais de cidade – não pode esquecer de outra volta marcante proporcionada por essa janela: Calleri ao São Paulo, o retorno mais importante da temporada. 

  Os motivos que corroboram com minha constatação são inúmeros e qualquer indivíduo, numa análise futebolística, vai concordar. Quando Cristiano deixou o Manchester, lá no longínquo ano de 2009, o time acabara de disputar uma final de Champions League. Quando Calleri saiu do São Paulo, em 2016, após ser artilheiro da Libertadores, a última final disputada pelo time havia sido há 4 anos, na famigerada Copa Sulamericana de 2012 – o ano que começou a maldição no tricolor paulista. Isto é, Calleri trazia ao São Paulo algo banal para o Manchester naquele momento: esperança de levantar troféus. 

  Qual contratação tem mais respaldo? Qual dos dois atacantes é mais matador? Quem você prefere contratar, sendo um diretor e futebol: um jogador com os 15 anos de auge do Cristiano ou um com os 6 meses mágicos do Calleri no São Paulo? Certamente, a segunda opção. Quatro (!) gols enfrentando o tradicional Trujillanos num único jogo pela Libertadores, um campeonato com muito mais valor se comparado a qualquer campeonatozinho europeu. Cristiano já fez isso? Se Cristiano teve Van Der Sar, Calleri teve Dênis. Se um teve Rooney, outro teve Centurión. Achar a contratação do Gajo mais pesada é endossar a mais asquerosa meritocracia.

  Sobre desafios: CR7 vai ao Manchester para dar outra Champions para o time inglês e terminar a Premier League ao menos na frente dos Citzens – coisa que não acontece desde há muito. Nossa, que difícil! Com Pogba e Bruno Fernandes jogando o que sabem, vai ser só empurrar para dentro. Calleri vem para colocar o São Paulo em outro patamar, ser o artilheiro que falta no time, o jogador responsável por trazer de volta a esperança para a conquista de títulos de peso, o carrinho a cada bola dividida, a paixão por fazer gols… e, claro, levantar a sonhada e invejada taça do Paulistão 2021 – para muitos, inclusive para quem vos escreve, o torneio mais disputado das Américas. 

  Por fim, o principal ponto da minha argumentação se baseia no seguinte fato: a chegada do Calleri significa automaticamente menos tempo em campo de Pablo e Vitor Bueno – isso já trará mais felicidade ao torcedor tricolor do que qualquer título dado pelo Papai Cris ao Manchester e seus adeptos. 

Por Patrick Levi

Fala, gente! Eu sou o Patrick (21), estou no 2° semestre do curso de jornalismo da Facom-UFBa. Aqui vou escrever sobre futebol do meu jeito -- com muito humor e clubismo ativado. Não vou levar a sério o que escreverei, não leve também.

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